Risco de infarto pode ser até 30% maior no inverno

1732

Alerta vale para ampliar a proteção de idosos e de pessoas com doenças cardíacas já existentes 

Rio de Janeiro (RJ), julho de 2021 – O Estado do Rio de Janeiro teve seu dia mais frio do ano, na última terça-feira (29/6) e, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Alerta Rio, uma onda de temperaturas ainda mais baixas está prevista para os próximos dias. Além das doenças típicas dessa época e todos os cuidados com a prevenção da COVID-19 – já amplamente divulgados-, especialistas chamam a atenção para o risco aumentado de infarto nesse período, que é 30% maior conforme as informações do Instituto Nacional de Cardiologia (INC).

Claudio Tinoco, cardiologista e coordenador da área de Medicina Nuclear do Hospital Pró-Cardíaco, da Rede Americas, informa que um dos principais problemas é a que o frio está associado à contração dos vasos sanguíneos. “Fator que reduz o fornecimento de sangue para vários órgãos e sobrecarrega o coração, provocando um desequilíbrio entre a oferta e a necessidade de oxigênio no organismo.  Estima-se que a cada 10°C de queda na temperatura haja um aumento de 7% no índice de infartos. A situação se agrava especialmente quando os termômetros atingem marcas inferiores a 14ºC”, observa.

O médico explica ainda que por mais que as atividades físicas sejam fundamentais e recomendadas para prevenção dos males cardiovasculares, até para se fazer exercícios nessa época é importante tomar alguns cuidados com a hora de colocar o corpo em movimento. “Vestir roupas adequadas para esse fim é indicado na hora da prática de exercícios, pois a exposição ao frio associado ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial podem causar complicações ao coração para pessoas com predisposição ”, explica Tinoco.

Com relação aos idosos, o especialista recomenda cuidados ainda mais rigorosos em virtude do maior risco de complicações e alerta: “ Temos que equilibrar uma vida ativa, inclusive desse público, com a proteção dos fatores ambientais, que possam agravar as doenças cardíacas, como o frio intenso e a poluição ambiental, essa última, maior nessa época, especialmente, em locais que as pessoas usam combustíveis fósseis como carvão e lenha para se aquecer”, diz.

Tinoco informa ainda que estudos recentes chegaram a conclusões de que as baixas temperaturas e o período de frio aumentam a mortalidade cardiovascular especialmente nos idosos. “É importante estar atendo aos cuidados em mantê-los protegidos das quedas bruscas de temperatura, oferecer hidratação contínua, além de buscar atendimento médico na presença de sintomas como dor no peito ou falta de ar”, explica.

Para o médico, em caso de dúvidas, é importante sempre ouvir um especialista que pode dar as orientações necessárias para que se possa aproveitar as coisas boas desta época do ano e evitar riscos desnecessários à saúde. Mais informações sobre o tema também podem ser encontradas no site da Sociedade Brasileira de Cardiologia: https://www.portal.cardiol.br/

Andresa Feijó