Laerte Gomes sugere menos burocracia para tratar impasses no convênio entre Sesau e Hospital do Amor

16
Inconformidades na prestação de contas por parte do hospital versus atraso no repasse dos recursos do Governo foi a pauta da reunião desta terça-feira

Uma reunião para tratar de impasses quanto ao convênio entre o Governo de Rondônia e a Fundação Pio XII – Hospital de Câncer de Barretos foi realizada na tarde de terça-feira (10), no auditório do Edifício Pacaás, no Palácio Rio Madeira (CPA), em Porto Velho. 

O presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia-ALE/RO, Laerte Gomes (PSDB) encabeçou a discussão que reuniu o governador Marcos Rocha (PSL), o presidente do Hospital de Câncer de Barretos, Henrique Prata, o secretário da Saúde, Fernando Máximo, a adjunta da pasta, Katiane Maia dos Santos, o chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves, o procurador do Ministério Público de Contas, Adilson Medeiros, o secretário-adjunto da Sepog, Jailson Viana, as promotoras de Justiça do Ministério Público, Emília Oye e Flávia Mazzini e o diretor do Hospital do Amor em Porto Velho, Jean Negreiros.

Também participaram da reunião os deputados Ismael Crispin (PSB), Dr. Neidson (PMN), Adaitlon Fúria (PSD), Chiquinho da Emater (PSB), Cirone Deiró (Pode), Ezequiel Neiva (PTB), Jair Montes (PTC), Cabo Jhony Paixão (PRB), Lazinho da Fetagro (PT) e Luizinho Goebel (PV). 

Henrique Prata abriu os debates expondo as dificuldades que, segundo ele, o Hospital do Amor em Porto Velho vem enfrentando em relação ao recebimento do recurso referente ao convênio entre a instituição e o Governo do Estado. Ele fez um breve relato do início da história da instalação do Barretinho em Porto Velho até a construção do complexo do Hospital do Amor na BR-364. 

Prata revelou números, dados, valores, fez comparações e ressaltou que é necessário uma parceria mais justa para que o Hospital do Amor preste um atendimento de excelência em toda sua totalidade, colocando para funcionar as alas que ainda não foram ativadas e atendendo um maior número de pessoas que venha reduzir a demanda de pacientes que migram para a cidade de Barretos, em São Paulo. 

“Se juntar a União, o Estado e o povo, nó seremos honestos com os pacientes. Vamos dar um remédio de primeira linha, um tratamento digno, como a revolucionária imunoterapia que ressuscita pessoas. Se trabalharmos de mãos dadas nós teremos condições, pois o menor custo para esse tratamento é R$ 10 mil/mês cada paciente, e Rondônia hoje não tem condições para isso, quem suporta é Barretos. E mesmo sendo esse estado um lugar que eu escolhi para ajudar, nós estamos passando por dificuldades”, resumiu Henrique Prata. 

O secretário Fernando Máximo, após ouvir toda a explanação do presidente do Hospital do Amor, apresentou um relatório sobre repasse de verbas versus prestação de contas, demonstrando os valores já repassados pelo Estado, os valores e números de produção do hospital e os déficits nas prestações de contas da instituição para a Sesau.