Desmatamentos e punidade

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At the end of the undercurrent Fire Season in the Amazon, Greenpeace registered the destruction left by forest fires, in a region between the states of Amazonas, Acre and Rondônia, in Brazil. Even with the acknowledge that the conservation of socio-biodiversity is essential to world climate, the Amazon presents areas of ashes and still living flames. Forest fires threatens people, animals and expands greenhouse gas emissions. Regardless of the overall decrease of heat focus of 2018, the most critical states in the country presented more fires fires. Ao final da temporada de fogo na Amazônia, o Greenpeace esteve em campo para registrar o estrago deixado pelas queimadas, na região entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia Mesmo com sua reconhecida importância para conservação da sociobiodiversidade e do clima no mundo todo, a Amazônia ainda possui focos ativos de incêndio e áreas de cinzas. O fogo oferece risco às pessoas e aos animais e contribui para engordar as emissões de gases do efeito estufa. Em 2018, apesar da tendência geral de queda no número de focos de calor na Amazônia Legal, estados críticos em desmatamento registraram mais fogo.

A visão míope de muitos colaboradores do governo Bolsonaro sobre climatologia e meio ambiente coloca os interesses econômicos do Brasil na direção do abismo. Observa-se grande esforço em liberar agrotóxicos, sabotar a punição de desmatamento e negar as mudanças climáticas, e tudo sem nenhuma base científica e econômica. É claro que os consumidores da Europa já mostram sua rejeição através do boicote a produtos brasileiros.

O mais recente movimento do ministro do Meio Ambiente foi atacar o monitoramento do desmatamento feito pelo INPE como responsável pela ineficácia no combate ao desmate e anunciou que quer contratar uma empresa privada por sete milhões de reais… Que barganha! Para piorar nossa desconfiança, a imprensa divulgou que o ministro foi condenado em primeira instância, por improbidade administrativa, quando era secretário estadual de meio ambiente em São Paulo.

O INPE nem precisou contestar, a própria imprensa -nem tão especializada assim- mostrou que do começo do ano até 15 de maio, o INPE enviara aos órgãos de fiscalização ambiental 3.860 alertas de desmatamento através do Deter-B, Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real, ou 28,6 alertas por dia. Já a fiscalização do Ibama fez somente 850 autuações, ou 6,2 por dia. O que se conclui, querem detectar menos, só pode ser isso!

Se não bastasse o INPE, entrou em funcionamento um novo monitoramento de desmatamento, que custa nada para o erário, é o MapBiomas, iniciativa de diversas ONG, universidades e empresas de tecnologia para mapear o uso da terra, com um custo de R$ 13,6 milhões por ano e financiado principalmente pelo governo norueguês, pela Fundação Moore (EUA) e pelo Instituto Arapyaú.

O MapBiomas foi criado em 2015, esse sistema cruza bancos de dados, do Deter-B (Inpe), o CAR (Cadastro Ambiental Rural) e o Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais do Ibama) e elabora laudos prontos -que incluem até imagens de alta resolução do polígono antes e depois do desmatamento- para os órgãos fiscalizadores fazerem a autuação. De outubro a março, o MapBiomas já validou 4.577 alertas de desmatamento, computando uma perda de 89.741 hectares de vegetação nativa.

O que ninguém neste governo demonstra saber é que o Brasil tem grande experiência na área, foi o terceiro país a utilizar satélites para o sensoriamento remoto da Terra, após os Estados Unidos da América e o Canadá, em 1973, quando a estação de recepção do INPE passou a receber os dados do Landsat-1.

E, por esse pioneirismo, o INPE foi homenageado durante o lançamento do MapBiomas Alerta no último 7 de junho no Tribunal de Contas da União, em Brasília. Atualmente, o INPE monitora a Amazônia, o Cerrado e outros biomas brasileiros.

Todos esses alertas estão disponíveis ao público desde o dia 7 de junho no site alerta.mapbiomas.org. Agora só está faltando que os nossos parlamentares, senadores e deputados, façam sua parte defendendo o ambiente que tem sua microflora e microfauna destruída para sempre. É uma perda inestimável, pois aí pode estar a cura do câncer.