“Se o STF é igualitário, por que não ter ministro evangélico?”, questiona Damares

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Damares. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Titular do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro, Damares Alves afirmou nesta segunda-feira (15) que seria natural a indicação de um evangélico para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A ministra também afirmou que o mandatário do país deverá usar critérios técnicos, não apenas o aspecto religioso.

“Se a Suprema Corte é igualitária, representa todos os interesses, e nós nunca tivemos um ministro evangélico, por que não ter um ministro evangélico na Suprema Corte? E eu vou dizer uma coisa. É tão natural isso, tão óbvio. Os alguns candidatos que estou vendo aí, alguns são cristãos, são evangélicos. Então vejo isso com muita naturalidade”, disse Damares, durante um evento nos Estados Unidos com a comunidade evangélica.

Jair Bolsonaro tem afirmado que indicará para uma vaga no Supremo um ministro evangélico, afirmando inclusive que o indicado será “terrivelmente evangélico”.

Entre os principais nomes especulados para o cargo, estão os juízes Marcelo Bretas e William Douglas, como também o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Luiz Mendonça.

A ministra Damares Alves está nos Estados Unidos a convite do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeu, com o objetivo de que ela acompanhe o encontro “Annual Report on International Religious Freedom” (Relatório Anual Internacional sobre Liberdade Religiosa).

“Ele (Bolsonaro) não vai escolher ninguém que seja evangélico, ele vai escolher por capacidade. Mas se tiver três evangélicos ele vai nomear um dos três, como no passado tiveram candidatos evangélicos que não foram nomeados”, complementou Damares Alves, sem citar nomes.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o comentário foi uma resposta a uma pergunta sobre como ela avaliava as declarações do presidente quanto à intenção de indicar um ministro “terrivelmente evangélico” ao STF.