Café: Mercado climática ainda ronda negócios em NY e arábica inicia semana em alta

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Os futuros do café arábica operam com alta próxima de 100 pontos nesta manhã de segunda-feira (03) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado estendke ganhos ainda acompanhando as informações sobre a safra brasileira e câmbio.

Por volta das 09h47 (horário de Brasília), o vencimento julho/19 tinha alta de 60 pontos, a 105,15 cents/lb. Já o setembro/19 avançava 55 pontos, a 107,65 cents/lb e o dezembro/19 tinha valorização de 50 pontos, a 111,15 cents/lb.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 436,00 a saca de 60 kg em Guaxupé (MG) e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 407,00.

Veja como fechou o mercado na sexta-feira:

Café: Mercado climático faz Bolsa de Nova York disparar mais de 10% na semana

Os futuros do café arábica encerraram a semana com alta acumulada de 12,11% no vencimento referência na Bolsa de Nova York (ICE Futures), saindo de 93,30 cents/lb para 104,60 cents/lb nesta sexta-feira (31). Preocupações com o tempo no Brasil foram o principal fator de suporte.

Nesta sexta-feira, o vencimento para julho/19 teve alta de 225 pontos, a 104,60 cents/lb e o setembro/19 subiu 240 pontos, a 107,10 cents/lb. O dezembro/19 fechou o dia com ganhos de 250 pontos, a 110,65 cents/lb e o março/20 registrou 114,10 cents/lb e 260 pontos positivos.

Apesar de oscilarem dos dois lados da tabela na sessão, com máxima de 105,30 cents/lb e mínima de 99,08 cents/lb, os futuros do café encerraram o dia com alta expressiva pela quarta sessão seguida, o mercado climático continua acirrando os ânimos dos operadores externos.

“Não é certeza que o frio pode causar danos de alguma forma ao café, mas esse é um lembrete importante nessa época do ano no Brasil”, disse em informativo o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville. Com essas preocupações, o vencimento julho/19 voltou a US$ 1/lb.

Além do frio, o mercado também acompanhou atentamente as recentes chuvas sobre o cinturão produtivo do Brasil, maior produtor e exportador do grão. As precipitações neste momento impactam o avanço dos trabalhos no campo, mas também afetam a qualidade de uma safra que já será menor.

A colheita do café no Brasil atingiu 22% da produção total esperada até o dia 28 de maio, segundo estimativa da consultoria Safras & Mercado. Uma alta de seis pontos percentuais de uma semana para a outra, o que já representa 13 milhões de sacas de 60 kg.

Dentre os cooperados da Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé), maior do setor no Brasil, os trabalhos atingiram 11,70% até o dia 24 de maio, segundo divulgação da entidade. A colheita está mais adiantada do que no ano anterior.

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) prevê que pancadas de chuva ainda podem ocorrer nos próximos dias sobre áreas do estado de Minas Gerais. Além disso, o frio também deve se acentuar no início da próxima semana, com mínima na terça-feira de 8°C.

O câmbio também contribuiu para os ganhos do arábica. Às 16h20, o dólar comercial recuava 1,29%, cotado a R$ 3,928 na venda, acompanhando novidades sobre a reforma da Previdência. A moeda estrangeira mais baixa tende a desencorajar as exportações, mas dá suporte aos preços externos.

Mercado interno

Acompanhando as altas externas, o mercado brasileiro de café arábica também ganhou ritmo nos últimos dias. Alguns tipos de café voltaram a trabalhar próxima de R$ 450,00 a saca. O início da colheita também favoreceu os negócios, porque produtores precisam de caixa.

“Os maiores patamares de preços atraíram vendedores ao mercado, elevando a liquidez interna”, destacou em nota na quarta-feira (29) o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 460,00 – estável. A maior oscilação no dia ocorreu em Patrocínio (MG) com avanço de 5,88% e saca a R$ 450,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 435,00 e alta de 2,35%. Foi o maior valor de negociação dentre as praças no dia.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 433,00 – estável. A maior variação dentre as praças ocorreu em Lajinha (MG) com alta de 6,67% e saca a R$ 400,00.

Na quinta-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 414,31 e alta de 1,10%.

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