Cresce número de ataques contra locais de culto na Espanha

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De acordo com o “Relatório sobre ataques à liberdade religiosa” publicado este mês pelo Observatório para Liberdade e Consciência Religiosa, ocorreram 53 ataques em 2018, na Espanha.

O relatório classifica os ataques à liberdade religiosa em cinco categorias, sendo as mais graves as que têm a ver com a violência contra as pessoas e, em segundo lugar, os ataques contra locais de culto, que inclui pichações, danos e roubos, principalmente.

Ttambém incluíram n relatório, o que definem como ataques de “secularismo beligerante” que vêm principalmente de governos locais e regionais, bem como de partidos políticos ou entidades seculares.

Houve apenas um caso de violência física devido à religião. Este ataque ocorreu em 14 de agosto na região espanhola de Murcia, onde dois jovens foram presos por agredir um grupo de jovens vestindo camisetas da Universidade Católica de San Antonio.

No entanto, o ataque contra locais de culto cresceu significativamente.

O relatório informa sobre atos de vandalismo como pichações, destruição de fachadas e janelas, profanação, roubo ou ataques com explosivos caseiros.

Estas agressões aumentaram 20% em comparação com 2017, quando foram 44.

O relatório enfatiza que muitos desses ataques ocorreram durante as manifestações do Dia da Mulher, em 8 de março.

A maioria ocorreu em templos católicos. O único caso registrado que tinha a ver com um local de culto evangélico foi na Igreja Evangélica de Valls, na Catalunha.

Houve também ataques ofensivos aos grafites em 5 mesquitas em toda a Espanha.

O relatório conclui que “ a liberdade religiosa está ameaçada, porque cresce o medo de manifestar as crenças ”.

“É importante trabalhar para proteger uma liberdade religiosa que não apenas beneficie os fiéis, mas também favoreça toda a sociedade promovendo a convivência pacífica entre os cidadãos”, afirmam os pesquisadores.

Além disso, pedem aos partidos políticos “que respeitem o direito à liberdade religiosa, tanto do ponto de vista individual quanto do ponto de vista coletivo, bem como os acordos assinados com as diferentes confissões religiosas”.

“O secularismo não significa a eliminação de todos os símbolos religiosos e proibir os cidadãos de praticar sua religião em público , isso significa respeito”, acrescentou o grupo.