Publicada em 02/08/2017 às 01:27

Pirarucu defumado é aposta de produtores na Expoacre 2017

Técnica mantém o pescado úmido até o consumo. Produto deve ser vendido ao consumidor pelo preço de R$ 60.

 

Novidade na técnica é que o produto defumado fica úmido (Foto: Divulgação/Sebrae)

ma técnica nova de preparar o pirarucu tem chamado a atenção dos visitantes da 44ª Edição da Expoacre 2017. O pirarucu defumado é uma das inovações do projeto Desenvolvimento Econômico Territorial Região Juruá/Tarauacá-Envira (DET), formado por um grupo de órgãos do Acre.

O produto está sendo vendido na feira ao preço de R$ 56 o quilo, mas deve chegar ao mercado acreano por R$ 60. Além do pirarucu, estão expostos no espaço ‘Fazendinha’ mais de 10 tipos de feijões de Marechal Thaumaturgo, biscoitos com açaí e buriti e outras novidades.

O coordenador do projeto pela Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof-AC) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Acre (Emater), Murilo Matos, explicou que o pescado é preparado com uma salga úmida, que o conserva sempre úmido até o consumo.

“O pirarucu é salgado e defumado, onde fazemos uma salga úmida nesse processo, selamos e quando se come, ele fica sempre úmido. E essa é a grande diferença do nosso pirarucu com um resultado muito gostoso”, explicou.

Produto deve ser comercializado por R$ 60 o quilo (Foto: Aline Nascimento/G1)

Produto deve ser comercializado por R$ 60 o quilo (Foto: Aline Nascimento/G1)

O presidente da Cooperativa de Produtores de Pirarucu em Mâncio Lima, Aluilson Cordeiro, falou do sucesso que o pescado faz entre os visitantes. "As pessoas degustam nosso pirarucu, elogiam e logo perguntam em qual supermercado que vai ter para vender​. Estamos muito animad​os em relação a isso​. Acredito que vai ser um sucesso​", comemorou.

A gestora do projeto DET pelo Sebrae-AC, Laís Mappes, falou que o objetivo é aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios. Ela explicou que o DET foi criado há três anos e deve ser encerrado em dezembro deste ano. Além disso, Laís revelou que a pisicultura foi trabalhada em todas a cidades onde têm o projeto, mas também alguns produtores específicos de cada município.

"Hoje, o projeto tem como carro forte a piscicultura, mas a gente também está trabalhando com farinha, feijão, biscoito de Cruzeiro do Sul, abacaxi. Então, em cada município a gente procurou a sua vocação econômica e dentro do projeto estamos deixando vários legados para os municípios como o aprimoramento de técnicas de produção desses produtos", falou.

O projeto é do Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional com o Sebrae do Acre, em parceria com as prefeituras da Região do Vale do Juruá, Tarauacá, Feijó, Jordão e outros órgãos de Rio Branco. Cerca de 1,5 mil pessoas, entre produtores, microempresários e empreendedores fazem parte do DET.

Autor: G1 AC
Fonte: G1 AC

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