Publicada em 12/07/2017 às 16:28

‘Pior sensação da vida’, diz sargento que sobreviveu a acidente com viatura da PM no Acre

Sargento Martineis estava dentro da viatura que capotou na Via Verde, em Rio Branco. Todos os ocupantes estavam sem o cinto de segurança, segundo ele.

Ainda abalado, o sargento Martineis, um dos sobreviventes do acidente envolvendo uma viatura da Polícia Militar, que capotou e resultou na morte do cabo Alelceny Costa da Silva, de 31 anos, disse que toda a corporação lamenta muito a morte do companheiro de farda. Para ele, essa foi a pior sensação que sentiu na vida.

O acidente com a viatura da PM ocorreu na manhã desta terça-feira (11), na Via Verde, em Rio Branco. O sargento, que era o comandante da operação, contou ao G1 como tudo aconteceu.

“Estávamos indo atender uma ocorrência no bairro Calafate, no Jequitibá. Ligamos a sirene e tinha um carro na nossa frente que tirou para direita e a gente seguiu. Depois vinha uma moto, o motorista, [cabo Silva] desviou da moto e a viatura saiu um pouco de traseira e ele ficou tentando corrigir. Nisso, a viatura ficou balançando de um lado para o outro até que ele perdeu de vez a direção e aconteceu o capotamento. A viatura capotou diversas vezes”, relata.

 

Viatura da PM capotou na manhã de terça na Via Verde, em Rio Branco (Foto: Aline Nascimento/G1)

Viatura da PM capotou na manhã de terça na Via Verde, em Rio Branco (Foto: Aline Nascimento/G1)

Martineis falou ainda que conseguiu sair rapidamente do veículo e viu o colega preso embaixo da viatura. O sargento ficou com escoriações nas mãos e nos braços. “Ninguém estava de cinto, eu estava do lado dele e consegui sair sozinho e ele ficou preso. Os populares ajudaram a levantar a viatura. Ele ainda estava vivo, só que insconsciente”, detalhou.

O sargento revelou que essa era a primeira vez que tirava serviço com Silva. “Éramos do mesmo batalhão, ele era uma pessoa muito gente boa, um excelente profissional. São dois sentimentos, o primeiro é em relação ao livramento que tivemos eu e a soldado Melissa, o outro é a tristeza ter perdido um companheiro”, lamentou.

O corpo de Silva foi transladado para Sena Madureira, interior do Acre, para ser velado na casa da família e depois levado para o cemitério da cidade em um carro do Corpo de Bombeiros, onde ocorre o sepultamento. Antes de ir para o município, Silva também foi velado na Capela São João Bastista, na capital acreana, por amigos.

Autor: Por Aline Nascimento
Fonte: G1 AC, Rio Branco

Comente com o Facebook