Publicada em 11/05/2018 às 10:39

Custo retrai no acumulado do ano em Mato Grosso

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), em Mato Grosso, é o único do Centro-Oeste a apresentar retração no acumulado deste primeiro quadrimestre do ano.

Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), em Mato Grosso, é o único do Centro-Oeste a apresentar retração no acumulado deste primeiro quadrimestre do ano. De janeiro a abril a inflação foi negativa em 0,40% na comparação com o mesmo momento do ano passado. Com essa trajetória, o custo médio do metro quadrado (m²) construído no Estado encerrou o mês passado avaliado em R$ 1.074,84.

Essa retração sobre os custos só foi registrada em outros dois estados do país, além de Mato Grosso, Rio de Janeiro (-0,13%) e Amapá (-0,10%). No país, a inflação ao setor acumula 0,97%.

Entre os custos apontados pelo Sinapi, e divulgados ontem pelo IBGE, Mato Grosso exibe o segundo menor valor médio da região. O mais baixo foi calculado em Mato Grosso do Sul, R$ 1.063,08. O mais caro está no Distrito Federal, R$ 1.140,86. Goiás encerrou abril com o m² cotado a R$ 1.082,24, em média.

O valor apresentado por Mato Grosso é inferior ao mensurado na média do Brasil, em R$ 1.077,16, bem como ao aferido no Centro-Oeste, R$ 1.090,29. Dentro do ranking nacional, o custo mato-grossense é o 12º mais caro até o mês passado.

BRASIL - O Sinapi variou 0,26% em abril de 2018, ficando 0,12 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de março (0,14%). O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em março havia fechado em R$ 1.074,41, em abril subiu para R$ 1.077,16, sendo R$ 554,15 relativos aos materiais e R$ 523,01 à mão de obra.

A parcela dos materiais registrou variação de 0,14%, a menor taxa do ano, apresentando queda de 0,35 p.p. em relação a março (0,49%) e alta de 0,10 p.p. na comparação com abril de 2017 (0,04%).

Já a parte da mão de obra variou 0,37%, alta significativa (0,59 p.p.) frente a taxa negativa do mês anterior (-0,22%). Na comparação com abril de 2017 (0,28%), o aumento foi menos significativo (0,09 p.p.).

De janeiro a abril, os acumulados ficaram em 1,68% (materiais) e 0,25% (mão de obra). Já os acumulados em doze meses foram de 3,70% (materiais) e 3,54% (mão de obra).

Em abril, todas as regiões apresentaram índices positivos, com leve destaque para a região Sul (0,40%). Nas demais regiões as taxas ficaram: 0,07% (Norte), 0,16% (Nordeste), 0,31% (Sudeste) e 0,31% (Centro-Oeste).

Os custos regionais por metro quadrado foram: R$ 1.069,19 (Norte), R$ 1.003,77 (Nordeste), R$ 1.123,96 (Sudeste), R$ 1.115,02 (Sul) e R$ 1.090,29 (Centro-Oeste).

Sob impacto de reajuste previsto em convenção coletiva, Minas Gerais foi o estado que apresentou a maior variação mensal (1,44%). (MP)

Autor: diariodecuiaba.com.br
Fonte: diariodecuiaba.com.br

Comente com o Facebook