Publicada em 12/05/2018 às 08:10

Cristo e a minha dor - Por Ricardo Oliveira

O véu me cobre minha face, que banhada de sangue se encontra. Oh Cristo que eu te adoro Em versos tão imperfeitos.

  

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O véu me cobre minha face,
Que banhada de sangue se encontra.
Oh Cristo que eu te adoro
Em versos tão imperfeitos.
Minha alma não tem rimas,
Pois hoje se afunda em sombra e medo.
Tu foste na Cruz golpeado,
E na carne dilacerado,
Com uma lança a perfurar teu lado.
Nisto vejo teu sangue e a água
Lavar-me minha existência
Enquanto caminho para a noite
Que não espera a me devorar 
O sangue precioso é o Pentecostes
A descer sobre minha vida,
O Batismo me sobre com esta água
A sair do teu corpo divino.
Em teu mistério me curvo
A Eucaristia do sacrifício!
Na miséria do meu triste pensamento...
Irei orar para não cair
Em profundo esquecimento.
Esquecimento de ti,
Pois sois o meu Salvador.
Que da morte as levantou
Para me amar como sou.
Há sempre momento, Senhor
Cuja a tumba para mim fica aberta,
E nela, se der um passo,
Deito-me com versos de dor.
Mesmo com tudo isso,
Tuas mãos me socorre.
Meu Cristo Menino,
Que de Palavras me envolve.
 
 
Ricardo Oliveira è Cientista da Religião, Professor, Poeta desde 2003, Especialista em Gestão e Docência em Educação Integral. Sócio associado do Grupo de Poetas Livres/ Florianópolis. Fundador do Jornal Contemplatio.

Grupo no Facebook: Jornal Contemplatio.

Jornal Contemplatio: www.jornalcontemplatio.blogspot.com

 

A Coluna Versos em Cristo traz a sensibilidade das poesias textuais como belos cânticos a nos ajudar na nossa intimidade com o Mestre. Publicado de Segunda a Sexta.

 
Autor:  Ricardo Oliveira
Fonte: jornalcristao.com.br

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